Segue texto publicado no Site do Nós Digitais:
Desde 2006 temos acompanhado os trancos e barrancos, os avanços e retrocessos da implementação do Programa Cultura Viva. Por inúmeras vezes estivemos juntos com diversos outros coletivos do Brasil no "front" de debate sobre mudanças necessárias nos rumos dessa implementação. Ao longo do tempo nos ocupamos mais diretamente das atividades ligadas à Ação Cultura Digital, que assim como o programa, talvez até de forma mais descontinuada, teve muitos acertos e erros ao longo destes anos.
O trabalho de construção da rede de pontos de cultura é desde seu princípio multifacetado e realizado por muitas e distintas mãos, de forma alguma pode ser lido ou considerado como algo uno, fácil de ser resumido por uma ou poucas vozes. No que se refere à Ação Cultura Digital essa realidade não é diferente, como não poderia deixar de ser.
Neste último mês acompanhamos à distância o Lançamento do Laboratório de Cultura Digital em Curitiba. O que nos parece algo positivo, já que para nós, depois de mais de três anos de silêncio absoluto do MinC, finalmente alguma iniciativa começou a aparecer. Isso que pode ser o início da retomada desta Ação tão importante do Cultura Viva traz a tona muitos questionamentos. Já que, depois de tanto tempo e com um passivo enorme na bagagem, não se pode iniciar algo como se nada tivesse acontecido anteriormente. Alguns destes questionamentos são:
Quais os planos do MinC para a Ação Cultura Digital? Como ficam os trabalhos que vem sendo realizados em vários cantos do Brasil há anos sem recursos?
O que significa essa retomada? Porque nessa retomada o MinC não mostra reconhecimento à rede de cultura digital espalhada pelo Brasil? Porque parte do escopo do laboratório é uma bandeira antiga da rede -mapeamento de pontos de cultura-, que tem acúmulos importantes tanto nos aspectos técnicos quanto operacionais e os protagonistas desses acúmulos não participam dessa retomada? Porque as ações formativas previstas pelo Brasil não estão direcionadas para os grupos que reconhecidamente atuam com o tema nestas regiões? Qual a postura do atual MinC em relação às diversas outras demandas antigas da rede? Qual a resposta estrutural na área da cultura digital que o silêncio destes longos três anos apresenta?
E por aí vai... muitos outros questionamentos amplos e específicos são necessários e adequados para o momento. E que fique muito claro, assim como o Nós Digitais muitos outros grupos nunca interromperam suas ações junto à rede de pontos, mesmo que o MinC tenha interrompido suas ações e o diálogo, seguimos em frente e exigimos que a retomada não seja parcial e capenga e sim ampla a irrestrita!!!
--
Daniel Marostegan e Carneiro
Teia - casa de criação
Pontão Nós Digitais
-- Desde 2006 temos acompanhado os trancos e barrancos, os avanços e retrocessos da implementação do Programa Cultura Viva. Por inúmeras vezes estivemos juntos com diversos outros coletivos do Brasil no "front" de debate sobre mudanças necessárias nos rumos dessa implementação. Ao longo do tempo nos ocupamos mais diretamente das atividades ligadas à Ação Cultura Digital, que assim como o programa, talvez até de forma mais descontinuada, teve muitos acertos e erros ao longo destes anos.
O trabalho de construção da rede de pontos de cultura é desde seu princípio multifacetado e realizado por muitas e distintas mãos, de forma alguma pode ser lido ou considerado como algo uno, fácil de ser resumido por uma ou poucas vozes. No que se refere à Ação Cultura Digital essa realidade não é diferente, como não poderia deixar de ser.
Neste último mês acompanhamos à distância o Lançamento do Laboratório de Cultura Digital em Curitiba. O que nos parece algo positivo, já que para nós, depois de mais de três anos de silêncio absoluto do MinC, finalmente alguma iniciativa começou a aparecer. Isso que pode ser o início da retomada desta Ação tão importante do Cultura Viva traz a tona muitos questionamentos. Já que, depois de tanto tempo e com um passivo enorme na bagagem, não se pode iniciar algo como se nada tivesse acontecido anteriormente. Alguns destes questionamentos são:
Quais os planos do MinC para a Ação Cultura Digital? Como ficam os trabalhos que vem sendo realizados em vários cantos do Brasil há anos sem recursos?
O que significa essa retomada? Porque nessa retomada o MinC não mostra reconhecimento à rede de cultura digital espalhada pelo Brasil? Porque parte do escopo do laboratório é uma bandeira antiga da rede -mapeamento de pontos de cultura-, que tem acúmulos importantes tanto nos aspectos técnicos quanto operacionais e os protagonistas desses acúmulos não participam dessa retomada? Porque as ações formativas previstas pelo Brasil não estão direcionadas para os grupos que reconhecidamente atuam com o tema nestas regiões? Qual a postura do atual MinC em relação às diversas outras demandas antigas da rede? Qual a resposta estrutural na área da cultura digital que o silêncio destes longos três anos apresenta?
E por aí vai... muitos outros questionamentos amplos e específicos são necessários e adequados para o momento. E que fique muito claro, assim como o Nós Digitais muitos outros grupos nunca interromperam suas ações junto à rede de pontos, mesmo que o MinC tenha interrompido suas ações e o diálogo, seguimos em frente e exigimos que a retomada não seja parcial e capenga e sim ampla a irrestrita!!!
Seguimos...
--
Daniel Marostegan e Carneiro
Teia - casa de criação
Pontão Nós Digitais
--
Essa mensagem foi postada no grupo: http://groups.google.com/group/gtculturadigital?hl=pt?hl=pt-BR
Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento
---
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "GT Cultura Digital" dos Grupos do Google.
Para cancelar a inscrição neste grupo e parar de receber seus e-mails, envie um e-mail para gtculturadigital+unsubscribe@googlegroups.com.
Para obter mais opções, acesse https://groups.google.com/groups/opt_out.






0 comentários:
Postar um comentário