Seguidores

Tecnologia do Blogger.
RSS

Re: [gtCD] Re: [estudiolivre] Re: [metareciclagem] Re: Abrindo o Código Fechado

seguindo com o bonde e respondendo
a algumas questões anteriores do leo:


2011/8/25 Leo germani <leogermani@gmail.com>:
[...]
> 1. Moviola era a tecnologia mais avançada no tempo de Eisensten

mas ainda assim era uma moviola, que mesmo sendo um instrumento
cujo processo era manual e demorado pacas, não impediu Eisenstein
de fazer filmes não lineares muito antes de existirem
ilhas de edição não-lineares.


> 2. Não li história do Tom Jobim, mas me parece que ele não tinha opção. Um
> continente o separava do equipamento que ele _gostaria_ de usar, enquanto a
> galera aqui tem os softwares proprietários todos a mão. Ele não fez uma
> opção, nem política, nem estética - ele se virou com o que tinha e foi
> genial.

claro que ele tinha opção, ou você acha que as gravadoras
não iam conseguir trazer um equipo daqueles pra cá
se ele pedisse? Ia demorar, ia custar, mas vinha.


> 3. o mesmo vale pros nigerianos (que começaram com VHS, não sei como estão
> hoje)

Eles atualmente são simplesmente uma das maiores indústrias
de cinema do mundo, segundo esta série da TV Brasil são a terceira:

http://www.youtube.com/watch?v=9VgUbqZTEMY

quando filmaram good copy bad copy, estavam em primeiro,
segundo o Ronaldo Lemos. Outra coisa bem legal de se lembrar
é que foram eles os primeiros que começaram a fazer filmes
direto da câmera pro DVD ou VCD, os primeiros a aceitar
e fazer filmes longa-metragem digitais, conforme diz o produtor
Charles Igwe na entrevista em 25:11 do tempo do filme:

http://video.google.com/videoplay?docid=-4323661317653995812#docid=4167507426251202806


> 4. mercado não é o oposto de produção artística/autoral. As coisas estão
> juntas e misturadas.

mas não podem ficar emboladas, né?
o foco tem que ser a cultura, senão quem vai
ficar ditando as regras sempre será o mercado.

então tá, vamos ver o que rola na mistura nigeriana
pra ver se a gente aprende alguma coisa com eles.
O link legal que falei na mensagem anterior está no final
dessa transcrição das legendas do GCBC do trecho
que mais nos interessa no momento:

"o cinema nigeriano é atualmente
o maior produtor de filmes do mundo.
Os EUA produzem 611 filmes por ano.
A Índia produz cerca de 900.
A Nigéria produz 1200 filmes.
E o interessante é que tudo isso acontece sem que a Nigéria
tenha uma lei de direitos autorais."
-- Ronaldo Lemos


"A Nigéria tem 120, 130, talvez 150 milhões de habitantes.
Uma em cada cinco pessoas negras no mundo é nigeriana.
Um em cada cinco africanos é nigeriano.
Então são muitas pessoas.
E esse grupo tão grande não tinha uma conecção
com artes audiovisuais que tivesse a ver com eles...
Havia uma brecha no mercado.
Todos mantém os olhos em Hollywood.
Eles estão vendendo muito sexo e violência.
Nós não fazemos filmes desse tipo.
Fazemos filmes sobre histórias humanas genuínas,
sobre valores familiares,
respeito aos mais velhos, amor ao próximo.
Nós não exaltamos assassinatos.
Produzimos filmes que possam fazer diferença.
[...]
Não podemos ir para a escola de filmes de Los Angeles,
mas podemos contar nossas histórias com nossos próprios filmes.
A fotografia é péssima, as atuações são horríveis,
mas as histórias estão sendo contadas.
[...]
O mercado americano definiu o padrão
para a maioria das pessoas.
Eles provavelmente são os mais avançados do mundo.
Isso é consenso.
Meu povo diz: "Você não pode ser
mais alto e mais baixo do que eu
ao mesmo tempo. Você deve escolher".
Então deixamos eles serem os melhores.
Eles ficam com a melhor fatia do mercado.
Mas há mais espaços onde podemos atuar.
E nós estamos satisfeitos em ocupar esses espaços.
Fazer filmes usando celulóide ou 35mm,
em termos financeiros,
nunca daria certo na África.
Não temos estrutura ou suporte para isso.
A Nigéria foi o primeiro país do mundo a
adotar e desenvolver
o vídeo digital como formato original
para longas-metragens.
A Nigéria foi o primeiro país a
produzir diretamente para o vídeo.
Os americanos só agora estão fazendo isso.
O DVD salvou os estúdios de Hollywood.
Mas a Nigéria foi a primeira a fazer isso."
-- Charles Igwe


e agora os caras acharam mais uma brecha no mercado,
entrando firme na produção de animações,
olha só que coisa linda este post na DIASPORA*:

https://joindiaspora.com/posts/370528

achei isso seguindo uma tag lá dentro,
olha que outra coisa linda:

https://joindiaspora.com/tags/softwarelibre

sem porteira fechada, sem pedir login obrigatório,
só tranca o que o usuário pedir. É de chorar, non?

;-)


[...]
> 6. Comentei em outro email o problema das patentes de software nessa área e
> ninguém. Esse é um problema muito sério e que tem que ser combatido. Nessa
> área, especificamente, eu boto fé que muita gente que poderia investir não
> investe pq tem medo de tomar processo na cabeça


infelizmente rola patenteamento em muitas áreas, e não é porque ninguém
falou algo sobre isso que não se dá importância ao assunto. É que neste caso,
por exemplo, eu sinceramente não sei qual poderia ser a atitude a ser tomada.
Mais campanhas de conscientização? Talvez, textos como este do link abaixo
são essenciais:

http://www.trezentos.blog.br/?p=6287zzzzzz

Mas pelo que eu entendi, o grande problema são patentes que já existem,
é isso? Pois é, é o tal braço da EFF que tá faltando por terras brazucas,
mas são muitos fronts, não dá pra estar em todos eles, então eu sinceramente
não sei o que te dizer sobre isso. Mas sei que é BEM importante.

:(

--
fabianne balvedi
GNU/Linux User #286985
http://fabs.tk
.

--
Essa mensagem foi postada no grupo: http://groups.google.com/group/gtculturadigital?hl=pt?hl=pt-BR

Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

0 comentários:

Postar um comentário