Em 23 de agosto de 2011 21:50, Fabianne Balvedi <fabs@estudiolivre.org> escreveu:
eu não entendi assim. Pra mim, não é um questão de classificar
um software como evoluído ou não, mas de aceitar as limitações
que ele exibe no agora e fazer delas um potencial estético como o
Tom Jobim o fez com as mesas de gravação brazucas. Elas se
mostraram perfeitamente eficientes para os tipos de composição
que ele fez, ao passo que se ele caísse na armadilha de querer
fazer música como na gringa, provavelmente sairia frustrado
se não tivesse o mesmo instrumental que eles à disposição.
fabs, quem usou a classificação "evoluído" foi o nosso amigo novaes.
quanto às supostas limitações poderem ser apropriadas como um potencial estético... já respondi sobre isso:
O fato é que por mais trabalhoso que seja, se for um trabalho bem feito depois de finalizado é impossível saber qual foi o software usado (diferentemente do uso de filmes vencidos, que tem um resultado perceptível).
Parafraseando-o, quem edita com software livre (e eu edito), sabe que as limitações são muito mais em termos de usabilidade e interface que acarretam um fluxo de trabalho mais artesanal e trabalhoso do que em termos de resultados estéticos. Claro que existem excessões, principalmente se formos falar de efeitos, plugins e tal mas isso pra mim nem é o que pega (até pq gosto de edição mais limpa mesmo).
Outro ponto é que podemos pegar um limão e fazer uma limonada mas jamais conseguiremos pegar a limonada e fazer um limão. Ou seja, a opção estética de se usar criativamente determinado recurso não deveria ser limitante, pois assim não seria uma opção e sim uma limitação. Se eu quiser usar filme vencido, blz mas e se eu só tiver filme vencido pra usar? Toda a obra da minha vida inteira vai ter aquela estética imposta pela (falta de) ferramenta?
Mas como disse, nem acho que seja o caso pois não vejo diferença estética entre o resultado de vídeos editados em softwares livres ou proprietários. Vejo sim uma diferença gigantesca em termos de tempo e esforço necessário pra realizar.
aliás argumentei bastante em várias mensagens e fiz várias perguntas até aqui. Por que vc só se manifesta pinçando uma ou outra declaração e deixa no vácuo tantas outras perguntas e argumentos?
A intenção da thread é trocar idéias sobre como melhorar o desempenho dos softwares livres em uma área em que eles estão (muito, extremamente, exageradamente), defasados. Mas vc e o novaes parecem querer convencer o mundo todo de que essa defasagem é relativa e devemos assumi-la como "potencial estético" e não discutir como melhorar.
Entendo isso como uma outra discussão (a tal da discussão filosófica a que se referiu o Philipe), tão legítima quanto mas outra discussão.
Cada vez mais enxergo dois pesos e duas medidas na sua argumentação. Vc é entusiasta do blender e do linux e está sempre a postos pra enaltecer suas qualidades (utilitárias?). Mas quando falamos de outra área (cinelerra e afins), o discurso muda e buscar eficiência se torna "utilitarismo ao extremo".
mais uma pergunta (que espero que não fique no vácuo como tantas outras): o que fazer com profissionais que trabalham na área audiovisual e estão impedidos de exercer sua profissão com software livre por completa incapacidade dos softwares de sua área? bani-los das comunidades de software livre e rotula-los como "usuários de windows" como fez o outro colega no começa da thread? convence-los a mudar de profissão? nenhuma das alternativas? então qual seria?
ou será que o lance é assumir que vídeo com sofware livre é "coisa de gueto" e tem "limitações que devem ser assumidas como recurso estético" (ainda que não exista uma estética própria decorrente do seu uso...)
realmente intrigado. Por quê dói tanto admitir a defasagem e discutir como melhorar?
abs
há que se levar em conta que Tons Jobins não dão em árvore,
e que tampouco conseguem ser facilmente compreendidos.
mas seria genial ter alguém com essa capacidade no cinema.
--
fabianne balvedi
GNU/Linux User #286985
.
Daniel Prado
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