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Re: [gtCD] Re: [DebateFML] [estudiolivre] A tecnoutopia do software livre: uma história do projeto técnico e político do GNU

acho que o debate já passou faz tempo do modo SL x SP,
mesmo porque tanto eu quanto o novaes faz tempo que
não temos este tipo de discurso meramente opositor:
 
 
porém existe uma decisão a ser tomada em relação à rádio digital
que está entre a escolha de um padrão fechado e um padrão aberto.
Isso não é um discurso, é um fato. E minha preocupação atual não é
a de simplesmente defender um padrão, mas entender porque essa
decisão não parece importante para pessoas que dizem querer
mídias mais democráticas.
 
 
.


2014-04-09 13:21 GMT-03:00 bruno tarin <brunotarin@gmail.com>:
Olá, não se trata de despolitizar é o oposto, trata-se de assumir que existem diferentes atores que estão em disputa e que cada um deles assume diferentes posições em diferentes momentos. Dessa forma a questão sai do técnico - somente - e pode ser ampliada para a tal das relações políticas - incluindo a inovação e o desenvolvimento. A questão é olhar/intervir no processo de desenvolvimento e suas consequências políticas e isso não se restringe a somente escolher se é sw livre ou proprietário, ou seja, não se restringe somente a assumir/defender um modelo (regulador universal) de desenvolvimento. Afinal, a tecnologia não é boa nem é má e tb não é neutra. E isso não é pq vivemos no capitalismo, ou sobre a hegemonia do sw proprietário. O que está em jogo sempre é o avanço democrático (o horizonte da autonomia e da liberdade e isso nunca cessa) e não uma solução que será eternamente mais certa e acertada (teleológica).  
;)

Dessa forma, acho que é importante não cairmos aqui em falsas oposições, sw livre x sw proprietário, conscientizados x pobres de espírito etc etc. Eu particularmente compartilho a visão que sw livre é uma escolha mas interessante, contudo, certamente, não é por questões meramente técnicas ou transcendentes (essenciais) que me interessa o sw livre mas pq entendo que existe hoje uma rede e espaços de debate/intervenção bem mais interessantes (no horizonte democrático) do que no SW proprietário. Por isso, não acredito, de fato, que o sw livre seja em si melhor ou pior do que qualquer outro. Dessa forma, consigo entender quem não vê no sw livre há GRANDE solução, e acredito que em muitos casos não se trata de ignorância ou ganância dessas pessoas/grupos, mas de outros pontos de vista, outros interesses, que privilegiam outras questões. Por isso meu pitaco é que olhássemos - como me parece sugerir o Tygel - para as disputas que se dão no campo das subjetividades (dos processos de desenvolvimento) mais do que para uma defesa apologética do técnico livre - sabendo que as questões técnicas, obviamente, são produtoras e importantes inclusive para se disputar/produzir novas subjetividades. 

Abs!

    


Em 9 de abril de 2014 10:46, fabianne balvedi <fabs@estudiolivre.org> escreveu:

O link para um artigo que li há uns 10 anos saltou na minha tela agora à pouco numa busca que estava fazendo. Muito em boa hora, pois ajuda muito na reflexão sobre essa bendita questão "técnica"...

http://www.necso.ufrj.br/Trads/Artefatos%20tem%20Politica.htm

"[...] Culpar as coisas parece ainda mais despropositado do que culpar as vítimas quando se julga as condições da vida pública.

Daí, o austero conselho comumente dado àqueles que se deixam seduzir pela noção de que os artefatos técnicos têm propriedades políticas: O que importa não é a tecnologia em si, mas o sistema social ou econômico no qual ela está inserida. Esta máxima, a qual em si ou segundo variações é a premissa central de uma teoria que pode ser chamada de determinação social da tecnologia, tem uma sabedoria óbvia. Ela serve como um corretivo necessário para aqueles que estudam, sem o devido olhar crítico, coisas como “o computador e seus impactos sociais”, mas se esquecem de olhar, por trás dos dispositivos técnicos, as circunstâncias sociais de seu desenvolvimento, emprego e uso. Esta visão fornece um antídoto para o determinismo tecnológico leigo - a idéia que a tecnologia se desenvolve como resultado apenas de sua dinâmica interna, e então, não mediada por nenhuma outra influência, molda a sociedade segundo seus padrões. Os que não reconhecem os modos pelos quais as tecnologias são moldadas pelas forças sociais e econômicas não vão muito longe.

No entanto, o corretivo tem seus problemas. Tomado literalmente, ele sugere que as coisas técnicas não importam em nada. Uma vez feito o trabalho detetivesco necessário para revelar as origens sociais – os detentores do poder por trás de um caso particular de mudança tecnológica – ter-se-á explicado tudo o que há de importante. Esta conclusão é confortável para os cientistas sociais.

[...]

Há, no entanto, boas razões para se acreditar que a tecnologia é politicamente significante por si própria, boas razões pelas quais os modelos padrões da ciência social não vão muito longe na explicação do que é mais interessante e problemático sobre o assunto.[...]

[...] A teoria de política tecnológica chama atenção ao momentum dos sistemas sociotécnicos de grande escala, à resposta da sociedade moderna a certos imperativos tecnológicos, e às formas pelas quais as finalidades humanas são poderosamente transformadas na medida em que se adaptam aos meios técnicos. Esta perspectiva oferece um novo arcabouço de interpretação e explicação para alguns dos padrões mais intrigantes que tem se formado dentro e em torno do crescimento da moderna cultura material. Seu ponto de partida é uma decisão de se tomar os artefatos tecnológicos seriamente. Em vez de insistir que nós reduzamos tudo imediatamente ao jogo das forças sociais, a teoria da política tecnológica sugere que nós prestemos atenção às características dos objetos técnicos a aos significados dessas características. Um complemento necessário e não uma substituição das teorias da determinação social da tecnologia, esta abordagem identifica certas tecnologias como fenômenos políticos em si próprias. Ela nos aponta de volta, tomando emprestada a injunção filosófica de Edmund Husserl, às coisas em si.

[...]"

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