Rita, listas públicas,
Primeiro quero registrar novamente: a lista de debate de mídia livre não debate nada, nunca debateu e serve apenas para os spams de 1/2 dúzia. Não é a "forma" que afasta, mas sim o descompromisso geral dessa lista em gerar conteúdo.
O conteúdo RÁDIO DIGITAL não interessa porque não há pessoas que FAZEM rádio entre "midialivristas" da citada lista. Ao mesmo tempo, muita pesquisa independente foi realizada, o que dificulta o lastro político deste grupo, que nada mais enxerga que seu próprio interesse.
Termino explicitando mais uma vez, e bem resumido, o que estamos propondo com os novos sistemas digitais de comunicação:
_Espectro Livre: inspirando-nos na divisão do espectro recentemente aprovada na Argentina, Equador, Venezuela e Uruguai, que fundamentaram essa divisão no mesmo artigo constitucional presente na carta magna brasileira (a complementaridade dos serviços público, estatal e comercial de comunicação social), e dividiram o espectro em 3, propomos que se separe uma faixa em todas as bandas de frequência para que a comunicação seja feita sem necessidade de prévia autorização (conforme rege o art XIX dos Direitos Humanos, que inspira o Art 5 da Constituição Brasileira, que garante a Liberdade de Expressão).
Essa proposta se ampara tecnicamente na capacidade que tem o digital de OTIMIZAR o USO do ESPECTRO, ou seja, que o sinal digital comprime a transmissão, podendo ocupar, no caso da tv, 1/4 do espaço atualmente ocupado por cada emissora, e no caso do Rádio Digital Mundial, a metade do espaço atualmente necessário. Além disso, o digital permite a MULTIPROGRAMAÇÃO, ou seja, de uma mesma emissora podem partir até 4 programas simultâneos. Se as emissoras comerciais não fazem isso por razões de perda de audiência, criando elas mesmas uma concorrência interna à fatia publicitária, nada justifica que as emissoras públicas e educativas não o façam, gerando, de fato, uma pluralidade na mídia ainda inexistente.
A otimização do uso do espectro aponta para a possibilidade de as TVs Comunitárias sairem do cabo e poderem ocupar sua fatia no espectro público. Tvs de baixa-potência veiculariam conteúdos prioritariamente locais e regionais, tal como previsto em nossa Constituição.
Tudo isso é possível, na tv, há pelo menos 6 anos!!
Para o Rádio, ainda o veículo de maior audiência no mundo, outras duas tecnologias devem ser levadas em consideração: o rádio cognitivo e o rádio definido por software. Mui rapidamente, significa que os próprios aparelhos transmissores serão capazes de localizar bandas livres para transmitirem, tornando a alocação de frequencias por um estado central um regime obsoleto, pois muito mais poderá ser transmitido, sem interferências, em um regime de ocupação DINÂMICO do espectro. Nos EUA estão chamando de OPEN SPECTRUM, onde o uso experimental está criado novos aplicativos para aparelhos móveis. No Brasil, na esteira das lutas em defesa da liberdade de expressão, estamos chamando de ESPECTRO LIVRE.
Todo esse conhecimento está disponível, conforme circulamos nos últimos emails em links vários. Tudo que queremos é debater publicamente esses temas pois acreditamos que a democratização das comunicações é não somente desejável como possível. O silêncio inexplicável em torno de uma decisão que envolve a comunicação social de um Continente, e seu respectivo mercado consumidor de novos aparelhos, talvez tenha acirrado os ânimos, e não vou me desculpar por isso. Mas nada torna o posicionamento sobre essa decisão, seja de quem for, menos importante!
Enquanto não avançamos nisso, um chamado: não assine e deixe claro para quem puder que a Lei proposta pelo FNDC e Intervozes é perda de tempo pois não contempla o digital, nem a tv nem o rádio (quem quiser, leia o artigo do Nils que faz uma reflexão bem mais profunda e alongada sobre os problemas dessa proposta).
há braços,
9s
Em seg 17 fev 2014, às 00:54:35, Rita Freire escreveu:
> Oi Fabianne, boa questão. Eu também me pergunto porque essa pauta tão
> séria acaba afastando as pessoas nas listas. Pra mim, isso diz muito mais
> sobre a forma como é levada a debate, porque nos termos em que a conversa
> foi se dando aqui, acaba que não leva a nada responder ou não.
>
> Não acho que os coletivos estejam desinteressados. E sei que há outros
> lugares de debate.
>
> O que já se pode deduzir pela lista é que desqualificar movimento que
> abraça outras pautas não vai ajudar que qualquer conversa avance.
>
> abs
> Rita
>
> 2014-02-16 22:49 GMT-03:00 fabianne balvedi <fabs@estudiolivre.org>:
> > [Debate-FML]
> > alguém poderia me explicar por que todos estes coletivos que debateram
> > midia livre no fórum ainda não se posicionaram claramente sobre a
> > questão da rádio digital, sobre qual padrão seria mais indicado para o
> > Brasil? é por que não acham essa questão importante o suficiente para
> > perder tempo se posicionando? sério mesmo que é só por isso? ou tem
> > mais coisa aí que nós não estamos sabendo?
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http://culturadigital.br/movimento
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