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[Acesso Digital] Re: [acessibilidade] Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho

 
Oi Emmanuelle, boa tarde!
 
Vou aproveitar seu e-mail para responder para todos, mas acentuando que recebi e tenho recebido inúmeros e-mails de boas-vindas, de todas as listas onde estou.
 
Agradeço a você e a todos por essa gentileza e demonstração de amizade. Continuo firme e na luta, apesar de alguns percalços! (risos).
 
Abraços agradecidos a todos os amigos. MAQ.
 
Sent: Monday, September 24, 2012 8:03 AM
Subject: RE: [acessibilidade] Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho
 

¡Bienvenido de vuelta MAQ!

 

Un abrazo,

Emmanuelle

 

De: acessibilidade@yahoogrupos.com.br [mailto:acessibilidade@yahoogrupos.com.br] En nombre de MAQ
Enviado el: lunes, 24 de septiembre de 2012 3:27
Para: tvacessivel@yahoogrupos.com.br
CC: audiodescricao@yahoogrupos.com.br; acessibilidade; MVI Brasil; acessodigital@googlegroups.com
Asunto: [acessibilidade] Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho

 

 

 

Caros amigos,

 

Bem, eu estava um pouco "fora do ar", hospitalizado há quase um mês. Como sempre, volto! (risos).

 

Vou, aos ppoucos, retomando e me situando diante os assuntos. Espero que estejam todos bem.

 

MAQ.

 

Sent: Tuesday, August 21, 2012 11:24 AM

Subject: Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho

 

Olá, Renato. Tenho a oportunidade de viver essa dificuldade diariamente através do trabalho com deficientes visuais. Constantemente realizo atendimentos voltados a pessoas que manifestam essas dificuldades quanto a acessibilidade nos meios de comunicação ou até mesmo por não gostarem ou não terem se adaptado ao Braille. 

 

É outro debate que certamente acontecerá nessa conferência. Pelo menos estou otimista nesse sentido, sobretudo por estarmos muito bem representados, a exemplo de Alessandro e MAQ, aqui no RJ. Espero poder contribuir também com esse debate.

 

São tantas coisas a serem tratadas, não é? Desde 2008 - últimas conferências Estadual e Nacional, temos problemas em proporções tão grandes, que acredito que desde que voltei para casa estou com uma lista sem fim de questionamentos a fazer nesse espaço.

 

Espero que tenhamos um debate bem politizado, técnico, e sobretudo, com forte adesão das pessoas com deficiência, não somente profissionais como eu, que possamos realizar uma discussão bem estruturada e tenhamos bons resultados!!!

 

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Francine Dias
Assistente Social
é-



--- Em ter, 21/8/12, Renato Barbato <barbato.renato7@gmail.com> escreveu:


De: Renato Barbato <barbato.renato7@gmail.com>
Assunto: Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho
Para: tvacessivel@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 21 de Agosto de 2012, 14:04

 

Olá debatentes.

Quero fazer coro com vocês, porém com relação aos deficientes visuais.

É apregoado que o braille é o meio de comunicação dos deficientes visuais, ótimo.

Mas o fato é que mais de outenta por cento dos deficientes visuais adquiriram a deficiência depois da adolescência, portanto não possuindo fluência no Braille.

Esses mais de oitenta por cento são esquecidos e marginalizados, pois as editoras, instituições e representantes públicos não os reconhecem, tornando-os excluídos.

O livro digital acessível será um meio de inclusão, agregado a comunicação sonora, a áudio descrição, os sites descritos, etc.

Mas para isso devemos ter representantes realmente compromissados com os deficientes adquiridos.

Um grande abraço.

PAZ E LUZ.

Renato Barbato

 

----- Original Message -----

Sent: Tuesday, August 21, 2012 10:35 AM

Subject: Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho

 

 

Muito legal essa polêmica! Por que não pregarmos a existência dos dois senários o dos surdos oralizados e dos que usam libras?

Abraços Alessandro

 

From: Lak Lobato

Sent: Tuesday, August 21, 2012 10:18 AM

Subject: Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho

 

 

É exatamente isso, Francine. 

 

A menos que tenha mudado drasticamente nesses ultimos meses e eu não tenha ficado sabendo, a FENEIS não tem qualquer interesse de divulgar sequer a minha existência.

 

Aí vem falar em NOSSA cultura surda, sendo que quem conhece meu trabalho - não é o seu caso certamente, mas é o caso do Neivaldo - sabe que eu gasto muito tempo mesmo divulgando não apenas as minhas dificuldades, necessidades, pedidos de acessibilidade, mas a minha (e do meu grupo) simples existência. Porque tem gente que fala que "surdos oralizados não existem" com toda a calma do mundo.

 

3 anos de trabalho na internet, muita discussão em redes sociais, algumas palestras e logo mais um livro, simplesmente pro mundo saber que a diversidade da surdez existe. Brabo, né?

 

Obrigada pela sua visão de ouvinte, quanto a situação, porque tem gente que acha que os oralizados são malvados que querem falar mal de surdos-usuários-da-libras-inocentes. E a gente só quer o direito de co-existência, mais nada!

 

Beijocas

 

Em 21 de agosto de 2012 09:57, Francine Dias <wlmailhtml:/mc/compose?to=ffrancinedias@yahoo.com.br> escreveu:

Não sei até que ponto é correto (ou ético) entrar nesse assunto, mas já que um colega tratou sobre surdos oralizados, aqui no grupo, inclusive com observações extremamente pertinentes, acho que cabe o que vou dizer, que também se refere a um depoimento decepcionante quanto a FENEIS.

 

Sou Assistente Social, estive na FENEIS para um entrevista recentemente. Sei LIBRAS em nível intermediário, perdi a fluência pela falta de contato diário com surdos usuários da língua. Hoje trabalho na área de deficiência visual. Estas não são as minhas primeiras experiências na área de deficiências sensoriais, já atuei com ambas em outras instituições. Além do amor pelo meu trabalho neste campo de atuação, tenho bastante qualificação para fazê-lo.

 

Pois bem, primeiramente, ao chegar na FENEIS, me deparei com um monte de adesivos na parede sinalizando a proibição da fala. E mais, se alguém falasse, teria que sinalizar em LIBRAS simultaneamente.

 

Em segundo lugar, fiquei chocada com a grosseria de uma surda com os funcionários e usuários ouvintes.

 

Terceiro, ao subir para a entrevista, fui recebida por três pessoas, sendo uma delas, muito provavelmente, uma intérprete que estava mediando a conversa também em LIBRAS, achando que eu era idiota e não estava percebendo que assim como eu, ela também escuta.

 

Me perguntaram sobre a minha experiência anterior, algumas orientações sobre benefícios, etc. O fiz normalmente (ou razoavelmente bem) já que esse tipo de informação é mais fácil de lembrar, pois fazia parte do meu cotidiano quando trabalhei no setor.

 

Depois disso, as criaturas criaram uma situação totalmente ridícula, do tipo, se você está aqui trabalhando, sua chefe está do lado e chega um surdo fazendo escândalo, o que você faz? (Isso tudo em LIBRAS).

 

Eu não estava acreditando que aquilo ali estava representando a minha qualificação para o cargo. Simplesmente respondi que tentaria entender do que se tratava, dependendo da natureza do assunto, se fosse pessoal, por exemplo, não me meteria. Elas ficaram me olhando como quem diz que isso é um absurdo e disseram que a entrevista acabou.

 

Fiquei chocada com a falta de respeito com ouvintes, com profissionais (como no meu caso), enfim, com a falta de respeito com o outro. Lá existe um setor de RH que sequer participou da entrevista. Eles simplesmente escolheram o meu currículo e não participaram mais do processo (o que me deixou mais revoltada ainda, porque também sou especialista em recursos humanos).

 

Tive a sensação de estar entrando num universo ditador e surdo. Mas não surdo pelo fato de estar com pessoas com deficiência auditiva,  mas de ver pessoas que não são capazes de acolher quaisquer outros sujeitos que não estejam dentro da sua particularidade.

 

A FENEIS é uma instituição que independente da qualidade do trabalho prestado (que eu não conheço), jamais utilizarei como referência no atendimento de pessoas (inclusive com deficiência) em nosso Estado. No meu único (e último) contato com a instituição, saí com a pior imagem possível. Espero realmente que esse grupo de pessoas possam, um dia, ampliar a sua visão na verdadeira direção da participação, da universalidade, da pluralidade, e aprender a respeitar e se comunicar com o mundo, pois essa visão segmentada que eles tem da própria deficiência do qual fazem parte, só fortalece a fragmentação de despolitização do próprio movimento. Isto sim, é realmente lamentável.

 

 

 

-------------------------------------------------------

Francine Dias
Assistente Social
é-



--- Em ter, 21/8/12, Lak Lobato <wlmailhtml:/mc/compose?to=lobato.lak@gmail.com> escreveu:


De: Lak Lobato <wlmailhtml:/mc/compose?to=lobato.lak@gmail.com>


Assunto: Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho

Para: "Neivaldo Augusto Zovico" <wlmailhtml:/mc/compose?to=neivaldo.zovico@terra.com.br>, wlmailhtml:/mc/compose?to=tvacessivel@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 21 de Agosto de 2012, 12:29

 

Neivaldo

 

o que você tem que fazer é dar um control C + control V (copiar e colar) no texto que vc escreveu nessa imagem e incluir no corpo do email. Não vou ficar horas copiando algo que você pode fazer em 1 minuto. Fiz um resumo básico para que o MAQ soubesse do que se trata a imagem.

 

Agora, sobre a "nossa" cultura surda "isolada", por favor, mantenha o pronome correto. SUA cultura surda isolada. Uma cultura que NUNCA se interessa sequer de divulgar a MINHA existência e de outros tantos surdos oralizados, JAMAIS poderia ser chamada de NOSSA cultura. Um grupo que faz questão de fingir que não existe qualquer diversidade dentro de uma deficiência e age como se a lingua de sinais fosse obrigação de todo e qualquer deficiente auditivo e resolvesse todo e qualquer problema de acessibilidade para deficientes auditivos NÃO, não me inclui.

 

Quando a SUA cultura começar a falar da importância de acessibilidade para deficientes auditivos também na língua portuguesa, nas formas falada e escrita, reconhecendo que tem MUITO deficiente auditivo que tem essa língua como principal e/ou único idioma e forma de comunicação; passar a defender os interesses dos usuários do implante coclear, a ponto de ir brigar em Brasilia para que o IC esteja totalmente acessível antes, durante e depois da cirurgia, porque é essencial para muita gente, aí sim, falaremos da NOSSA cultura surda. Enquanto a LIBRAS e os usuários exclusivos dela forem o ÚNICO INTERESSE da cultura surda, ela não é NOSSA, é sua.

 

Quando a FENEIS começar a se interessar em defender e incluir os oralizados e implantados e esse interesse não se resumir a nos ensinar/impor o uso da LIBRAS, aí sim, será realmente uma Federação que defende os interesses de todos os deficientes auditivos.

 

Afinal de contas, esse texto que você me pediu pra traduzir em momento algum cita as dificuldades, necessidades no trabalho ou simples EXISTÊNCIA de surdos que não falam LIBRAS. Não vi em momento algum a simples citação de surdos oralizados e/ou usuários de próteses e implantes auditivos.

 

Não, a NOSSA cultura surda não é excluída. A SUA cultura surda é excludente, porque faz questão de excluir grupos de deficientes auditivos inteiro: os oralizados e implantados.

 

Se quiser conversar de como incluir, de verdade, os oralizados, sem qualquer imposição da LIBRAS, reconhecendo nosso direito de falar e usar somente a língua portuguesa e começar a brigar junto conosco para que o IC seja amplamente divulgado, acessível e reconhecido como um forma tão válida de acessibilidade para surdos quanto a LIBRAS, aí sim, a cultura surda poderá ser considerada NOSSA.

 

Abraços,

 

Lak

 

Em 21 de agosto de 2012 00:02, Neivaldo Augusto Zovico <neivaldo.zovico@terra.com.br> escreveu:

Lak,

 

Será que vc poderá traduzir para deficiente visual, sim eu reclamo sim mesmo até a nossa comunidade surda sempre isolado muito do que outros deficientes.

grato

 

Prof. Neivaldo Augusto Zovico

Coordenador Nacional de Acessibilidade para Surdos da

Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos

www.feneis.org.br

www.feneissp.org.br

www.acessibilidadeparasurdos.blogspot.com

 

 

De: Lak Lobato [mailto:lobato.lak@gmail.com]
Enviada em: segunda-feira, 20 de agosto de 2012 22:12
Para: tvacessivel@yahoogrupos.com.br
Cc: Neivaldo Augusto Zovico
Assunto: Re: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho

 

Maq

 

ele basicamente reclamou da lei de cota que não inclui de verdade, só enfia a pessoa com deficiencia de qualquer jeito na empresa, sem promover real acessibilidade do jeito que ela precisa. Contado na ótica dos surdos que usam LIBRAS e não tem acessibilidade através dela nas empresas.

 

Beijocas

Em segunda-feira, 20 de agosto de 2012, MAQ escreveu:

 

 

Oi Neivaldo, boa noite.

 

É um absurdo o amigo ter um blog somente com imagens. Nem mesmo sei se está em LIBRAS ou não, só sei que é totalmente inacessível para pessoas que não lêem imagens. Sou totalmente a favor da LIBRAS, assim como  do português para surdos, mas se um japonês começar a escrever aqui somente  em japonês, vai alcançar poucas pessoas, talvez nenhuma. Se você é bilíngue como tem demonstrado, não custa nada fazer a tradução, a não ser que queira propositalmente que o resto da sociedade se aliene de você e dos "seus". Isso não contribui em nada com a inclusão que, também nós, temos de fazer de toda a sociedade em nossas vidas. Triste ver seu blog e outros como o seu... o que querem é a exclusão mesmo?

 

Sempre tentando. MAQ.

 

From: Neivaldo Augusto Zovico

Sent: Monday, August 20, 2012 3:54 PM

To: Neivaldo Augusto Zovico

Subject: [tvacessivel] Lei de cotas e os surdos no mercado de trabalho

 

ão

Pessoal,

Anexo a matéria para sua leitura.

http://www.acessibilidadeparasurdos.blogspot.com.br/2012/08/lei-de-cotas-e-os-surdos-no-mercado-de.html

boa leitura.

abraços

Prof. Neivaldo Augusto Zovico

Coordenador Nacional de Acessibilidade para Surdos da

Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos

www.feneis.org.br

www.feneissp.org.br

www.acessibilidadeparasurdos.blogspot.com



 

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Lak Lobato

 

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