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[gtCD] Re: pretextos

Flor de sangue


era uma sambada de coco em dia santo

onde o amarelo do amor resplandecia

moças rodavam as suas saias coloridas 

dançavam todos aos batuques da alegria

às palavras proferidas pelos mestres

que cantavam toda a sua sabedoria



eis que desceram a ladeira da vingança

sob a colérica cegueira que vestiam

homens rompendo a multidão inebriada

atirando todo o ódio que traziam



o pandeiro se calou à triste imagem

a Mãe deixou o pranto pra mais tarde

e ao chover também chorou uma filha sua



o corpo ora tombado na calçada

rodeado por espanto e desalento

fora embora carregado em procissão 



nasceram órfãos do Brasil naquele instante

e muito embora sufocada a poesia

era uma flor de sangue no seu peito que gemia

mas não, Carlos, não era o leiteiro que partia


m.

Em 19 de junho de 2012 05:10, HERBERT LUIS-SILVA <herbertdasilva@ibest.com.br> escreveu:

Filosofia virtureal

por Herbert da Silva, terça, 19 de Junho de 2012 às 04:55 ·

Atreveria sim a pensar que o negro

que sou estará em par com você

Que em nossos encontros as matizes de nossas cores

clara e escuro não fará diferenças

Que nossos escudos serão lançados ao nada

E que nossas conexões hão de ser fluídas

Com afeto

 

Essa presunção não calaria nossos dês sensos

Pensamentos do diálogo quente

 

Somente que enquanto há filosofia

De razão potente de vida e morte

Dualismo e híbrido racionalizado

Potente se faz perversão

 

O Egoísta nega uma colaboração democrática

 

Da natureza dessas relações virtualizadas

mediadas e complexas

Extensões dos comportamentos e formas de

conduzir os discursos e materializar mundos

Difere-se real apenas o campo temporal

a atualização dos sentidos do que se é dito,

imageticamente lançado

 

As razões práticas do contato e microfísicas do poder

se diluem nos mecanismos e estão prenhes

de mútuo simbólico.

 

A assepsia do virtual está no conforto

Do uso desse campo para atingir objetivos diversos

Difusos, no êmico alheio.

 

O afeto virtual está na capaz

Sensibilização de mundos por simbólicos

Dedicadamente construídos.

 

A alquimia virtual na imprecisão dos simbolismos alcançados

 

O self, uma incompreensão real versus imaginário

Tempo versus espaço

Teatro do experimentar o não experimentável

 

Entretanto ao concreto

Morte negra nas periferias

Morte nos quilombos

Morte nas aldeias

Morte nas cadeias

Os silêncios que gritam a cada esquina

Craqueados de esperança

 

As reses-significadas naus navegantes que tens a fazer?

Talvez arte concreta real imaginária?

O artista é um ser político?

As galerias são espaços de opressão?

As ruas o que são?

Há bulas de convívio?

Qual o sentido da vida filosofia?

 

Tantas perguntas né?

O que fazer?

 

Razão ou sentido ou dois em um

Baião



Em 18 de junho de 2012 12:18, morgana gomes <morganapoiesis@gmail.com> escreveu:

"Em se tratando do seu texto sinto-me combalido por não alcançar tais respostas, mas também, não queria de imediato obtê-las. Queria na verdade sair um pouco dessa atmosfera opressiva, ou quase isso. Pois as relações que mantemos com os inúmeros processos tecnológicos são bastante desgastantes, coloca nossa condição humana em xeque. De outro lado tem os seus aspectos auxiliares para uma convivência mais suave e cômoda. Todavia, a comodidade imperativa que esperamos dos processos tecnológicos acaba por nos impor uma espécie de degeneração ao autoconhecimento, ao exercício da crítica. Acho que é um caminho tirar das tecnologias seu aspecto de totem, e contorna-la para o seu papel auxiliar e não de reprodutor de fetiche como ultimamente tem sido." jurandir

Em 15 de junho de 2012 11:53, morgana gomes <morganapoiesis@gmail.com> escreveu:
Vivemos tempos difusos, (des)construindo conceitos, estruturas, modelos de organização social, relações espaço-temporais. Estas rupturas são produzidas e mediadas pelas tecnologias digitais, a partir das quais experimentamos novos modos de produção e difusão de conhecimento, bem como experiências sociais. Se o desenvolvimento tecnológico é causa ou consequência de um fenômeno global, do qual somos emergentes, nos caberiam algumas indagações: De que maneira a apropriação tecnológica potencializa nossas ações, ou a afirmação de nossas singularidades culturais? Como podemos  evidenciar o diálogo entre o uso das novas mídias e as práticas cotidianas? A diluição das fronteiras num espaço de imersão coletiva, produção colaborativa e convivência criativa, seria uma boa tática para a presentificação de nossos afetos virtuais e o encontro de nossas aspirações micropolíticas? A resposta é uma grande dúvida: Andamos em busca destes pretextos.





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http://morganapoiesis.wikispaces.com/

http://escritosobreteatro.blogspot.com/





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Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento

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