oi Fabs,
Acho que você conseguiu colocar a questão muito bem agora.
O que motivou meu email esbravejando foi ver várias mensagens que reduziam a preocupação de pessoas que querem trabalhar profissionalmente com esses softwares livres a uma discussão sem importância. E essas mensagens eram cheias de ironia e arrogância. (se só eu vi isso e me incomodei, desculpa aí pra geral)
A discussão de como usar esses softwares pra fazer sua vida a partir deles é importantíssima. E acho que o Jatobá falou sobre isso muito bem no seu email.
A gente não tem que negar o mercado. A gente tem que criar outro mercado. Um mercado que não se paute pelo fetichismo tecnológico e que priorize outra relação entre as pessoas envolvidas, outro tipo de produto gerado.. e outro processo de produção.
Agora, em relação a rabeca e ao violino, ainda dá pra questionar essa analogia porque se você perguntar para os desenvolvedores desse software se eles estão fazendo alguma coisa de natureza diferente dos proprietários, eles vão dizer que não. Vão dizer que estão fazendo algo melhor, mas para o mesmo fim. Ou seja, a diferença de natureza está no processo (nas relações, no ecossistema...), mas a finalidade do produto gerado é a mesma.
bj
Leo,,
sinceramente, não entendo porque se tem tanta facilidade
em reconhecer que não faz sentido comparar um violino stradivarius
com uma rabeca artesanal, que não faz sentido algum comparar
a qualidade musical de um com outro, mas que com o software
não se tenha a mesma doçura, o mesmo reconhecimento
de que a utilização do instrumento mergulhado dentro de seu
contexto cultural diferenciado possa gerar coisas maravilhosas.
"ah, mas rabeca e violino são instrumentos diferentes"
"suas naturezas são diferentes"
justamente!!!
software livre e software proprietário são softwares
de natureza diferente! O que tem em comum é que são
feitos de código, como rabeca e violino são instrumentos
feitos de corda e madeira!
é verdade que a comparação entre os dois incomoda
e é também verdade que a discussão não teria ido tão longe
se essa comparação não tivesse surgido novamente por aqui.
Mas os motivos do porque que incomoda é que não são
devidamente compreendidos. Ficam achando que não se quer
que o software evolua... ninguém aqui falou isso! Inclusive
eu mesma dei a letra de diversas formas que já existentem
para ajudar na sua evolução!
mas qual é o pecado em se dizer que as ferramentas
DO JEITO QUE ESTÃO AGORA, no PRESENTE,
tem um potencial estético fantástico que não está
sendo ainda devidamente explorado? Por que se curvar
aos desejos fabricados pelo mercado, que vende um
celular com captura HD mas onde SUA PRÓPRIA TELA
não dá conta de explorar todo potencial da imagem
capturada porque simplesmente NÂO PRECISA
de tanta qualidade? Por que as pessoas compram
TVs de um monte de polegadas com altissima definição
quando nem tem sequer a distância mínima para aproveitar
toda essa qualidade dentro de suas pequenas casas?
por que não podemos exaltar o potencial que estes softwares tem
no AGORA, mesmo com todos os seus "defeitos"?
poxa, galera, vamos ficar só querendo que nossas ferramentas
repitam os padrões de mercado sem questionar o porquê
de sua existência? Uma discussão somente neste nível não
faz o menor sentido pra mim, principalmente quando o
foco, que eu saiba, é CULTURA e não, MERCADO.
neh?
.
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Essa mensagem foi postada no grupo: http://groups.google.com/group/gtculturadigital?hl=pt?hl=pt-BR
Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento
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leogermani.com.br
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