MAQ, boa tarde!
Meu nome é Rodrigo e sou responsável pelo site
http://www.vidamaislivre.com.br que é um portal voltado para pessoas
com deficiência.
Li o seu e-mail e confesso que fiquei com algumas dúvidas, pois tenho
notado que alguns sites lá de fora já não adotam mais determinadas
regras ou facilitadores, pois são questões que são resolvidas no
Sistema Operacional.
Me refiro ao contraste e tamanho de fonte, como exemplo. O recurso de
aumentar a fonte implementado nos próprios navegadores é bem melhor do
que aqueles que implementamos por programação e quem realmente precisa
de fontes maiores deve usar esse recurso nativo ao invés de ter que
descobrir em cada site. O que você acha disso?
O mesmo vale para a parte de contraste. Quem precisa de alto contraste
não pode depender da implementação exclusiva de cada site e que
provavelmente vai funcionar de maneira diferente em cada lugar que é
acessado. Para esse caso também existem as opções de acessibilidade
nos sistemas operacionais que tornam tudo com o contraste alto.
Seria bacana ouvir as diferentes opiniões sobre esse tema.
Abraços.
Rodrigo Leme
@lemerodrigo
2011/3/28 MAQ <maq@bengalalegal.com>:
>
> Oi pessoal, boa tarde.
>
> Fui fazer uma pequena revisão em minha página e resolvi colocá-la aqui para
> que possamos discutir, opinar, rever, a acessibilidade web que ela aponta.
> Se alguém quiser entrar nos links que ela possui, entre em:
> http://www.acessibilidadelegal.com/13-saltos.php
> Aqui, se quiser pular o início, antes do texto, vá direto para "facilidade
> de navegação".
>
> ***
> Topo da página.
> Saltar para conteúdo
> Acessibilidade deste site
> Tamanho original das letras
> Aumentar tamanho das letras
> Diminuir tamanho das letras
> Alto contraste
>
> Barra horizontal superior.
> Acessibilidade Padrões Web Tecnologias Assistivas Perguntas Frequentes
> Coluna vertical direita.
> Busca Interna. Digite expressão ou palavra-chave.
> Links
> Contatos
> Mapa do site
> Feeds
> Destaques.
> Vídeo: Acessibilidade Web: Custo ou benefício?
> Esse vídeo com 12 minutos mostra os principais obstáculos e soluções de
> acessibilidade e usabilidade na web.
> Lista Acesso Digital A Acesso Digital criou uma lista de discussão para
> tratar de acessibilidade na web. Quer participar? É só se inscrever.
> Recomendações para a Acessibilidade do Conteúdo da Web 1.0
> Versão do WCAG 1.0 em português de Portugal. Os itens de acessibilidade web
> preconizados pelo W3C através do WCAG 1.0, apesar de serem os mais
> discutidos internacionalmente, ainda servem, em sua maioria, como padrão
> para desenvolvimento de páginas web acessíveis em todo o mundo.
> Diretrizes para a Acessibilidade dos Conteúdos da Web 2.0
> Versão do WCAG 2.0 em português do Brasil. A versão WCAG 2.0 vem substituir
> as Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 1.0 [WCAG1.0], que
> foram publicadas como uma Recomendação W3C em Maio de 1999. Embora seja
> possível seguir tanto as WCAG 1.0 como as WCAG 2.0 (ou ambas), o W3C
> recomenda que os conteúdos novos e atualizados utilizem a versão WCAG 2.0. O
> W3C recomenda também que as políticas de acessibilidade da Web façam
> referência às WCAG 2.0.
> WCAG Samurai em Português.
>
> Esta é uma errata às WCAG 1.0. A WCAG Samurai é uma alternativa à WCAG 2.0.
> Você pode seguir a WCAG 2.0 ou esta errata, ou mesmo não seguir nenhuma
> delas, mas não é possível seguir ambas.
>
> Esquerda - Conteúdo.
> Saltos: Facilidade de Navegação na Web.
> Marco Antonio de Queiroz - MAQ.
>
> Para além da acessibilidade que um navegador possa ter através de suas
> teclas de navegação originais, existem formas de se criar teclas de
> navegação e atalho pelo desenvolvedor nas páginas da web. Quando pensamos em
> fazer acessibilidade estamos querendo adaptar os sites para além das
> possibilidades já existentes nos navegadores comuns, como também superar
> barreiras de acesso criadas por funcionalidades programáveis que, estando
> fora dos padrões web, se tornem incompatíveis com tecnologias assistivas e o
> bom uso da navegação via teclado ou por voz. Por outro lado, algumas vezes,
> mesmo estando acessíveis as informações ou funcionalidades programadas pelo
> desenvolvedor, essas não possuem um acesso fácil, gastando-se tempo para
> entendê-las em sua utilização ou mesmo para se chegar a elas.
>
> "Todas as páginas que possuem menus padronizados em um site, para serem além
> de acessíveis, terem uma boa usabilidade, têm de possuir teclas de atalho
> que permitam o salto para o conteúdo principal da página. Essas teclas de
> atalho podem ser colocadas pelo desenvolvedor sem prejuízo de qualquer outro
> conteúdo" *.
>
> Sugestões e Fundamentos das Diretrizes Irlandesas de Acessibilidade Web.
> "Organize listas de links de acordo com a estrutura lógica do site ou da
> página da internet. Atribua títulos ou subtítulos a cada lista de links e
> providencie um meio do usuário detectar e pular automaticamente longas
> listas de links indesejados."
>
> "Os links de navegação, geralmente, são a primeira coisa que aparecem numa
> página. Os usuários de leitores de tela têm que escutar isto muitas vezes em
> cada página, até chegarem ao seu conteúdo específico. Proporcionar uma
> maneira de pular links repetitivos para permitir que os usuários comecem a
> ler facilmente o conteúdo principal da página desejada melhora a eficiência
> da página e de todo o site." **
>
> Fundamentos.
> Agentes do usuário são programas que as pessoas usam para acessar o conteúdo
> da Internet. Estes incluem navegadores gráficos, navegadores de texto,
> navegadores de voz, telefones celulares, tocadores multimídia, plug-ins e
> tecnologias assistivas, tais como leitores de tela, ampliadores de tela e
> programas de comandos de voz.
>
> A opção de pular links é útil para as pessoas que navegam com o teclado, com
> ou sem a ajuda de leitores de tela, inclusive usuários de laptops,
> notebooks, celulares, bem como usuários com pouca destreza manual, que não
> conseguem usar o mouse. Proporcionar a opção de pular links poupa o trabalho
> de muitas pessoas terem que usar teclas nessas circunstâncias para trabalhar
> com longas listas de links.
>
> Técnicas para se fazer saltos.
> Sugestões Técnicas da WAI: Grouping and bypassing links. ***
> Técnicas Utilizadas.
> Quando no início de uma página encontramos um salto para o assunto principal
> , este foi feito da forma abaixo:
>
> <a href="#1s">Salto para Conteúdo.</a>
>
> Este é um link para a mesma página que faz o navegador pular, ou saltar, de
> onde é clicado até alguma marca. Esta marca pode ser feita assim:
>
> <a name="1s">Título do Conteúdo Principal.</a>
>
> Repare que estamos utilizando somente o name. Poderíamos criar a redundância
> do id. Isso aconteceu para atender os inúmeros leitores e navegadores
> utilizados por pessoas cegas. Alguns, os somente texto, só obedecem a marca
> name, os gráficos só obedeciam o id. Dessa forma redundante, estaríamos
> atendendo a todos. Atualmente, os saltos para a mesma página estão
> padronizados somente com o uso do "NAME". isso é apontado pelo validador do
> W3C.
>
> Para quem não utiliza leitores de tela, celulares ou notebooks isso não tem
> a menor lógica. No entanto, os saltos para a mesma página são fundamentais
> para quem navega via teclado, pois faz a "rolagem" da tela, pulando inúmeros
> links que teriam de ser lidos, ou textos anteriores ao que se quer chegar.
>
> Observações e Exemplo.
> Qualquer pessoa pode, a fim de teste, ir ao topo dessa página por via do
> teclado, com ou sem leitores de tela, através do Internet Explorer, Firefox
> ou Webvox. Para os dois primeiros, basta pressionar a tecla Control e
> mantendo ela pressionada, teclar HOME. Chegaremos no topo desta página.
> Posteriormente, tecle "TAB" e, ao chegar ao "Salto para Conteúdo", primeiro
> link desta página, dê um enter. O cursor do PC (e do leitor de tela, se for
> o caso), saltará para o título do conteúdo principal "Saltos: Facilidade na
> Navegação Web". Se o navegador for o Webvox, tecle CONTROL + PAGE UP e o
> resto do caminho será o mesmo.
>
> Se quiser averiguar quantos links e textos foram "pulados", basta novamente
> teclar CONTROL + HOME e posteriormente, ao invés de usar o "Salto para
> Conteúdo", ir teclando TAB ou seta para baixo e notando o tamanho do salto.
> Esse caminho lento teria de ser feito todas as vezes em cada página, caso
> tal salto não fosse criado em seu desenvolvimento. Caso o usuário já
> conhecesse a página, poderia fazer uma pesquisa por palavra ou texto dentro
> da mesma página, mas, mesmo assim, levaria mais tempo.
>
> Outras Técnicas de Saltos.
> Existem outras técnicas de Saltos, porém não são universais. A utilização de
> chaves de acesso, tecnicamente conhecidas por ACCESSKEY, são as mais
> conhecidas. Elas funcionam para a maioria dos navegadores, mas não para os
> "somente texto", como o Lynx e Webvox. São muito utilizadas para chegarmos
> diretamente a links específicos e importantes (como o que vai para a página
> principal) ou formulários. Veja o exemplo do existente nesta página:
>
> <a href="index.php" title="Página principal - Tecla de atalho (1)."
> accesskey="1">Principal</a>
>
> O ACCESSKEY foi associado ao número 1 (accesskey="1") e toda vez que
> teclarmos no Internet Explorer ALT + 1, haverá um salto, de qualquer lugar
> da tela, diretamente para o link da página principal. No Firefox a
> combinação de teclas é a ALT + SHIFT + 1. Entretanto, além do salto, no FF o
> link é executado de forma que acabamos por entrar diretamente na página
> principal. Neste caso específico, para pessoas com deficiência que só
> estejam interessadas no salto, as chaves de acesso não serão interessantes.
>
> Para essas chaves de acesso, pode-se também utilizar letras. O perigo desse
> procedimento é o de se usar letras já existentes no navegador para suas
> chaves de acesso. No Internet Explorer, por exemplo, ALT+ F, muito utilizada
> em sites do governo para se ir para o fim da página, ou seja, F de fim,
> coincide com a tecla de F de favoritos do IE. Dessa forma, por serem
> prioritárias as chaves de acesso desenvolvidas no site, acaba-se por inibir
> a acessibilidade do atalho direto para o favoritos do Internet Explorer.
>
> Aconselhamos, por essa e outras coincidências, a serem programadas chaves de
> acesso sempre numéricas, pois os navegadores só utilizam letras. Outra
> recomendação é a de não serem utilizadas muitas chaves de acesso, pois seus
> usuários terão dificuldade de ficar decorando para que serve cada uma. Em
> geral, é utilizado 1 para página principal (Home), 0 para busca interna e 2
> para mapa do site.
>
> Gostaria de destacar que atualmente, no WCAG 2.0, o accesskey não é nem
> mesmo mencionado e tem o salto para o conteúdo como principal salto, com o
> aconselhamento de que este seja o primeiro link ativo da página.
>
> Saltos Específicos para Leitores de Tela.
> Os leitores de tela que seguem as recomendações internacionais do W3C
> procuram aproveitar os padrões web para criarem acessibilidades extras para
> seus usuários. É o caso do Jaws for Windows, do Windows-Eyes e do software
> livre, o leitor NVDA. Eles se aproveitam do padrão web para cabeçalhos
> (headings), ou seja, das tags H1/H6 para dar saltos de cabeçalho em
> cabeçalho dentro dos textos, bastando pressionar a tecla H do teclado
> alfabético. Pode-se também voltar para o cabeçalho anterior, teclando-se
> SHIFT + H. Existem outros saltos desse tipo, como o "F", para formulários, o
> "T" para tabelas, "L" para listas, "I" para itens de lista etc.
>
> Com essas teclas de "Teclagem Rápida" podemos perceber, entre outros
> exemplos, a importância dos padrões web para a acessibilidade. Em códigos
> que posicionam os elementos do conteúdo criando o layout da página web
> através de tabelas a tecla "T", utilizada para a procura e posicionamento do
> cursor dos leitores de tela em tabelas de dados, acaba por ser inutilizada
> por ser a página toda tabelada, ficando o cursor do leitor de tela perdido
> no layout e sem chegar ao seu objetivo, a tabela propriamente dita. Quando o
> elemento H (h1/h6) é utilizado fora de contexto, ou seja, é utilizado para
> dar destaque a uma palavra ou expressão em meio a um texto, devido a esse
> elemento HTML colocar negrito e poder alterar o tamanho da fonte, o cursor
> vai parar no meio de um texto e não em um título ou cabeçalho para os quais
> foi criado e o usuário de um leitor de tela espera encontrar. Dessa forma,
> recomendo que desenvolvedores web produzam códigos semânticos, ou seja, que
> cada elemento seja empregado para aquilo a que foi criado.
>
> * - Adaptado do texto "Acessibilidade web: tudo tem sua primeira vez.", de
> Marco Antonio de Queiroz.
> ** - Do texto "Diretrizes Irlandesas de Acessibilidade Web"
> *** - Técnicas de Acessibilidade WAI, ponto de verificação 13.6.
>
> Disponibilizado em: 04/04/2008.
> Atualizado em: 28/04/2009.
> Barra horizontal inferior.
> Acessibilidade Principal Topo
> Acessibilidade Legal - www.acessibilidadelegal.com
>
> Rodapé da página.
>
>
> Topo.
>
> 5062
>
> Abraços acessíveis do MAQ.
>
> ***
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> Acessibilidade Legal - Sites Acessíveis para todos:
> www.acessibilidadelegal.com
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