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[gtCD] Re: [PONTOSSP] O assassinato de Mario de Andrade

Lamentável essa Ministra, ela está deslumbrada e presta serviço ao PIB
Temos que continuar nossa luta e falar com a Dilma, a Ana está achando lindo aparecer todos os dias nos jornais e revistas, afinal de contas como artista ela nunca esteve mídia
Stela

Em 28 de março de 2011 17:56, Raul Luiz <raul@coletivodigital.org.br> escreveu:

agora, o outro lado da história ...


Se Ana de Holanda quer guerra, por que seus assessores pedem paz?

28 de março de 2011 às 14:19 5 Comentários

Na sexta-feira à tarde pela primeira vez desde o início da crise motivada pela retirada do selo do Creative Commons da página na internet do MinC, representantes do ministério se encontraram com militantes da cultura digital. Este blogueiro estava lá. Como ademais tem estado em outros tantos encontros da comunicação e da cultura. Sempre como militante. Sim, isso mesmo, militante jornalista.

De forma sacana, tem gente manifestando estranheza na rede que um jornalista possa vir a ser militante. Ignorância pura. Desde sempre jornalistas atuam defendendo posições. Tem gente que defende o interesse dos grandões, há os que se colocam do outro lado. John Reed achou seu lado na cobertura da revolução russa. E fez jornalismo.

A minha luta é a da democratização da comunicação. E isso desde os tempos de estudante. Avalio hoje que a democratização da comunicação passa pela garantia de uma internet livre e de amplo acesso aos bens culturais. Por isso participo desse movimento que tem questionado as posições da ministra Ana de Holanda desde que ela tirou o Creative Commons da página do ministério.

Mas voltando à reunião de sexta, o encontro foi franco e direto. Falaram pelo MinC o secretário-executivo Victor Ortiz, o ator e secretário de Política Cultural do MinC, Sérgio Mamberti, e José Murilo Jr, coordenador de política digital da Secretaria de Política Cultural.

Murilo apresentou o programa do ministério para a área nos próximos anos, Serginho Mamberti fez uma fala reafirmando os compromissos do MinC com a democratização da cultura e lembrando construções neste sentido. Victor Ortiz foi direto ao ponto e pediu sinceridade aos participantes no debate sobre a questão do CC e também da cultura digital. Afirmou que teria havido uma "demonização" da atual gestão do MinC por parte de alguns e que se precisava construir um novo momento no debate. Afirmou que o MinC não era comprometido com o Ecad e que as posições não haviam mudado em relação à cultura digital. Tratou o episódio do CC como algo circunstancial e menor.

O primeiro a falar pela militância digital foi o professor da USP Pablo Ortelado. Ele lembrou as posições do Brasil em diferentes fóruns internacionais no debate da propriedade intelectual e disse que a posição da atual gestão do MinC estaria em caminho contrário a esse posicionamento construído no governo Lula.

Gustavo Anitelli, do Teatro Mágico, lembrou que o "jabá" utilizado pelas gravadoras para garantir que músicas sejam executadas pelas rádios, que são concessões públicas, desvirtua a distribuição dos direitos de execução e o pagamento dos direitos autorais pelo ECAD. E que em relação a isso o MinC não se manifesta. Prefere lutar contra o licenciamento livre a um desrespeito a legislação. Ou seja, o pagamento por parte de gravadoras para que rádios executem músicas.

Além desses, falaram o professor Sergio Amadeu, a diretora da Faculdade de Comunicação da UFRJ Ivana Bentes, Rodrigo Savazoni, da Casa de Cultura Digital e outros tantos como este blogueiro. Lembrei que a agenda da cultura que ganhou a eleição não é a que vem sendo sinalizada pela atual gestão do MinC. E que o ministério não poderia ser "magnânimo", termo utilizado por Ortiz. Que executar políticas públicas é ter lado. E que aqueles que ali estavam, e que em boa parte haviam votado em Dilma, esperavam que o lado fosse o da agenda vitoriosa. Aquela que pensa a cultura como bem comum e não como mercadoria.

Também brinquei com o nome da minha filha e da de Ortiz, que se chamam Carolina pelo mesmo motivo, a música do Chico, mas tudo no sentido de desanuviar o ambiente. Que claro, era tenso.

E por quê? Exatamente porque os sinais que vêm do MinC são absolutamente confusos e contraditórios. E a cada fala da ministra percebe-se que ela tem menos conhecimento sobre questões que deveria dominar. Explico.

Depois de uma boa conversa com Ortiz, que disse claramente que a porta do diálogo estava aberta e de uma fala bonita e histórica das ações do MinC de Mamberti, a ministra concede uma entrevista ao Estado de S. Paulo (que tem se derramado em elogios a ela, junto com o Globo) e diz que o selo do CC na página do MinC era propaganda e que como ministra não poderia deixar isso acontecer.

Ou seja, Gilberto Gil autorizou o uso do espaço público para propaganda, ministra? É isso? Juca Ferreira também? E o presidente Lula é cúmplice. É isso? E a então ministra da Casa Civil, a agora presidenta Dilma, que estava no papel de zelar pelo bom andamento da máquina pública foi leniente com esse tipo de privatização do espaço público? É isso que a ministra está dizendo? Se é isso, por que na página do MinC aparece o selo do wordpress? Isso não é propaganda?

A conversa com Vitor Ortiz na sexta-feira foi boa. Ele se mostrou um interlocutor sério e aberto ao diálogo. As considerações de Sergio Mamberti e José Murilo provavelmente seriam assinadas por quase todos os presentes.

Ainda continuo achando que é possível avançar na construção de uma base de propostas que garanta que políticas públicas relevantes que foram impulsionadas no governo Lula não sejam abandonas para dar vez a caprichos da indústria cultural. Mas as entrevistas que Ana de Holanda têm dado aos veículos de comunicação que atuaram como Partido da Imprensa Golpista (PIG) durante todo o governo Lula não são nada entusiasmantes. As pontes que seus assessores constroem com o movimento social da área num dia, ela dinamita no outro.

É um jeito de fazer política. Há quem goste. Eu acho muito triste que seja assim, principalmente num governo que carrega a história de luta pela democracia como valor. E que tem compromisso com os movimentos sociais e suas lutas.

PS: Para a revista Carta Capital, a ministra responde por email e no fim do fechamento. Para veículos da mídia independente, não fala. Com os veículos do PIG, Ana se derrama em entrevistas. Repito o provérbio da minha querida avó Conceição: "Diga-me com quem andas e te direi quem és".



Em 28 de março de 2011 16:37, Rafael Balseiro Zin <rzin.cnsp@infraero.gov.br> escreveu:



O assassinato de Mario de Andrade

http://www.culturaemercado.com.br/conversacao/pontos-de-vista/o-assassinato-de-mario-de-andrade/

Suely Pinheiro | segunda-feira, 28 março 2011Sem Comentários

Fui avisada por amigos (produtores teatrais), sobre uma reunião que aconteceu nessa sexta-feira última, dia 25 de Março, na sede da FUNARTE-SP, cujo tema central era a Cultura Digital. Segundo os seus organizadores, estariam presentes, representando o Ministério da Cultura (MINC), o Secretário Executivo, Vitor Ortiz; o Secretário de Políticas Culturais, Sérgio Mamberti; a Secretária de Economia Criativa, Marta Porto, e ainda um coordenador dos assuntos relacionados à Cultura Digital, dentro da mesma Secretaria de Mamberti. Do outro lado, pessoas envolvidas no tema da Cultura Digital, e que vêm defendendo essa questão, publicamente, utilizando-se para tanto da Internet (através de sites, blogs e do twitter). Imediatamente, interessei-me pela reunião porque sou jornalista por profissão e produtora, atuando na área de teatro; e foi por essa segunda atividade que considerei fundamental a minha presença. Desde há muito venho observando uma Invasão, traumática, desse seguimento na esfera de atuação coberta pelo MINC, e que teve início em gestões anteriores; fato este que tem causado muita preocupação aos demais Setores.



A reunião teve início com a composição da mesa e, nesse momento, foi registrada a ausência da Secretaria de Economia Criativa, por motivos alheios à sua vontade. O coordenador do MINC, em São Paulo, expôs então qual seria a Dinâmica desse encontro, ou seja, que após a exposição inicial dos convidados, os representantes do Ministério, a palavra estaria aberta para perguntas e opiniões de todos os presentes, por tempo determinado, não se caracterizando, portanto, num debate nos termos tradicionais. Este acerto foi acatado por todos os presentes. Logo na abertura, tive um sentimento de estranheza ao perceber o clima pesado dos participantes, manifestado pelo silêncio da platéia no momento em que os Secretários foram chamados para compor a mesa. Usualmente, as pessoas se manifestam com aplausos nessas ocasiões.

Assim que composta a mesa, o Secretário Executivo do MINC, Vitor Ortiz, ao fazer uso da palavra, fez uma exposição (longa, por sinal) sobre a real postura do Ministério com relação a este seguimento. Nesse momento, imediatamente percebi um tom conciliatório, o que para muitos pareceu ser um recuo. Foi exatamente aí que deixei de lado minha condição de produtora e passei a atuar como jornalista, inclusive abrindo mão da minha fala. Ao abrir a palavra para participação do plenário, algumas pessoas já se manifestaram de mediato e a minha estranheza e, principalmente, preocupação aumentou na fala do sociólogo, Sérgio Amadeu, que sentando na ponta da cadeira (já sinalizando sua intenção de confronto) e, mesmo com microfone na mão, começou a gritar e a demonstrar uma grande agressividade, tentando assim intimidar e "emparedar" os integrantes da mesa. Curioso, também, é que ao falar ele se virava para um determinado lado do plenário onde, hipoteticamente, estariam sentados os seus adversários. Pessoas que, por sinal, não se manifestaram durante toda a reunião por considerarem ser desnecessário. Em seu discurso, Amadeu insistiu no "bordão" de que atual Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, estaria envolvida numa defesa intransigente do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), embora durante a exposição inicial de Vitor Ortiz ele já tenha falado à exaustão sobre a posição magnânima adotada pela atual Ministra, no que diz respeito aos Direitos Autorais, e também a todo o trabalho já em andamento pela Secretária, Dra.Márcia Regina Barbosa.

Toda a linha de raciocínio defendida por Sérgio Amadeu, como também da maioria desse grupo, é fazer crer para os demais que eles não são contra os autores e, sim, contra os "intermediários"; vem daí todo essa obsessão e ódio mortal pelo ECAD e, ao mesmo tempo, uma simpatia incondicional pelo Creative Commons. O sociólogo expôs a sua própria experiência de como se alcançar o "sucesso", sem depender do Copyright, ao afirmar: "eu e outros intelectuais disponibilizamos nossos textos, pela Internet, e a coisa tem dado resultado. Eu, por exemplo, escrevo livros e ganho muito dinheiro com palestras, pois meu trabalho é divulgado". Eu não tenho à gravação do evento, no entanto, sei que o mesmo foi transmitido, on line, e com certeza alguém deve ter gravado essa "pérola".

A esta altura, a Coordenação da Mesa solicitou ao Vitor Ortiz e, também, ao Sérgio Mamberti que estes respondessem a tudo àquilo o que havia sido falado, até então. O Secretário Executivo lembrou e afirmou, taxativamente, que esta "campanha" desencadeada contra Ana de Hollanda, pelo fato de a mesma ter retirado o logo do Creative Commons, nos primeiros dias de sua gestão, é desproporcional, e encerrou essa discussão sobre o tema informando que o Ministério da Cultura encaminhou um arrazoado à Casa Civil e, por conseqüência, ao Planalto para que este adotasse uma mesma Política de Governo para todos os Ministérios, envolvendo a adoção (ou não) do logo; ação esta já em curso.

Voltando à continuidade das intervenções, uma professora acadêmica refutou a posição de Ana de Hollanda, quanto à sua postura "Magnânima", pois considera que o Ministério deva "tomar partido", sobre a questão do Cultura Digital, apesar de a Ministra já tendo declarado anteriormente que não irá interferir nas Entidades Arrecadadoras, uma vez que não é papel do Estado fazer esse trabalho. Fiscalizar, sim, desde que fique sacramentado em Lei. A professora encerrou a sua fala, afirmando categoricamente que os integrantes do CD "são os legítimos representantes do Ministério da Cultura", é o que se pode deduzir quando afirmou que "o MINC somos nós". Isso não pode ser verdade, pois para tanto teríamos que excluir todos os demais setores, como o Teatro, a Dança, o Circo, a Música, o Cinema, as Artes Plásticas, etc., que tradicionalmente já se relacionam com o MINC, desde a muito. Ela disse ainda, ironicamente, que apenas os artistas "famosos e estrelas" seria foco central da atual gestão do Ministério; desconhecendo e não levando em consideração que Ana de Hollanda, enquanto artista, desenvolveu sua Arte produzida e distribuída num dos mais exemplares produtores de Cultura Popular – a gravadora CPC-UMES.

Para finalizar sobre a participação do plenário quero ressaltar, também, a atuação de Renato Rovai que, apesar de se apresentar como jornalista, agiu como um verdadeiro "militante político", ameaçando a mesa e cobrando "compromissos programáticos e de continuidade" do Governo, Dilma Rousseff. Pois, "afinal de contas", segundo ele a maioria dos ali presentes teria votado nela. Nesse momento, eu gostaria de dar uma opinião, pessoal. Embora o grupo do Cultura Digital alegue que o problema com a Ministra começou com a retirada do logo CC, do site, essa campanha difamatória teve início, de fato, muito tempo antes. Na verdade, desde a sua nomeação, ou seja, em dezembro de 2010; e isso não é difícil comprovar.Durante todo o tempo, todas as pessoas desse grupo questionaram a postura e, principalmente, as declarações da Ministra à Imprensa.

Finalizando os trabalhos, o secretário Vitor Ortiz lembrou o compromisso do Governo Dilma que, nessa semana, determinou no Organograma do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, o papel importante que o Ministério da Cultura terá daqui pra frente. Com os Recursos administrados pelo Ministério do Planejamento, vai ter início uma etapa fundamental na Ação Interministerial, visando à Erradicação da Miséria. Portanto, não existe nenhuma dicotomia do MINC, em relação ao Planalto, nem em relação à gestão anterior. É, sim, uma gestão de avanço, ao contrário do que alguns pregam e querem fazer crer tratar-se este um Governo de Retrocesso, concluiu Ortiz.

(*) Já me perguntam por que o título, lembrando Mário de Andrade. É simples. Mário, primo de Gilda, mulher do professor Antonio Candido, teve vida efêmera por ter sonhado, um dia, poder colocar a questão da Cultura no centro das discussões, na formação do Povo Brasileiro. Sua obra literária e artística é inegável. O que reduziu consideravelmente seus anos de vida foi o embate que teve que travar, na elaboração de políticas públicas. A proposta de criação de Departamentos de Cultura foi o estopim de sua morte prematura. Alguma semelhança com o caso Ana de Hollanda?





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Sttela Cabral
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Pontão Setecidades
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