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Re: (UmaNovaCulturaPolitica) Vale Cultura para ser usado na cultura popular! - Re: [gtCD] RE: [PONTOSSP] Discurso de posse da ministra da Cultura, Ana de Hollanda

Senhor Jimmy Avila,

primeiramente escreva certo meu nome: FEDERICO.

Segundo, não me rotule de nada, pois aqui estamos debatendo a construção
de políticas públicas. Não estamos nem rotulando ninguém nem querendo
ficar sentados esperando ver o que ELES fazem para depois correr atrás.
Política é isso. Proposição e discussão de idéias. Mas se você quier
colocar rótulos, vá trabahar em uma empresa de embalagens.

Agora vamos a discussão:

Não vejo nada de stalinismo em minha proposição, pois não defendo que se
tire a possibilidade do trabalhador registrado, com carteira de
trabalho, em uma empresa que tenha a possibilidade de se conveniar e dar
o benefício do Vale Cultura para ser gasto, nas empresas conveniadas
para receber o pagamento com esse Vale, consuma o que ele quiser.

Muito diferente do que você diz: "Que papo é esse de que o cara nao pode
assistir um filme comercial ou um best-seller ( eu detesto esse tipo de
livro) etc? ", acusando-me de censor, o que estou propondo estimado
Jimmy, se você ler com mais cuidado, é que se ampliem as possibilidades
de uso desses Vale Cultura para outras esferas da produção cultural,
inclusive para Pontos de Cultura. Até com um cantor de Rua, que vende
seu SELF-MADE CD, se o trabalhador beneficiado assim quiser. Não falei
de impedir ninguém de ler ou assitir nada. Isso quem o diz é você quando
diz que a Mídia de Massa salvou o munod das artes.

Inclsuive é você que defende o contrário quando diz que o Estado não tem
que fazer quase nada, deve deixar tudo nas mãos do Deus Mercado,
lembrando a troca de mansagens sobre Banda Larga nas mãos das
operadoras, onde para você banda larga só é eficiente nas mãos da
inicitaiva privada.

Muito me estranha uma pessoa com seu pensamento participar de programas
como Cultura Viva, donde o Estado decide para quem transferir o recurso
e que se propoõe a ampliar o acesso à mecanismo de produção e fomento,
venha com essa ladainha de stalinismo e de defesa da iniciativa privada.
Não pelo seu acesso, mas imagino que você terá se remoido durante dias
ao ter que se submeter a tamanha humilhação, uma vez que precisou desse
dinheiro para fazer parte de sua produção. Não dava para viver sem o
dinehiro e o programa do Estado de valorização da cultura popular?

Afinal se o Estado e a iniciativa Cultura Viva não fosse tão boa, você
não daria tanto destaque à sua participação no Ponto de Cultura
Laboratorio de Poeticas - http://estantedojimmy.blogspot.com/. Obs: você
grifa sua participação em um programa Estatal de fomento da liberdade
cultural.

Pois eu meu caro, ao contrário do que você me acusa, nada falei ou
escrevi de determinar o que o trabalhador quer consumir ou não. Isso é
problema dele.

O que eu coloquei, já apontado acima, MAS REPITO AQUI PARA QUE LHE FIQUE
BEM CLARO, pois para cŕitico literário você é bem fraquinho de
interpretação de texto - talvez por que você usa a mesma interpretação
para tudo o que lê, é que o projeto seja ampliado para circular como uma
moeda mais ampla e realmente financiadora direta da cultura. Que seja
uma possibilidade de saída sustentável para os Pontos de Cultura e toda
a rede de artistas e produtores que cirulam pelo programa. Programa este
que financiam parte da produção e vida cultural de pessoas como você e
muitos outros que o Gui Mallon acusa de ficarem mamando nos editais do
governo. Afinal vocês estão aqui pois também tiveram algum tipo de
contato com os editais - segundo definição do GUI.

Estou propondo que o Vale Cultura tenha a caratcterística de desembolso
como o Bolsa Família. Que o beneficiado use onde quer, independente se o
artista, artesão ou produtor cultural tem uma máquina de leitura dos
cartões do Vale ou Não. Pois se você trabalhou em iniciativa privada
como tanto defende, terá visto que os vales (transporte, refeição, cesta
básica, saúde, etc) só são passados em mídias cartão digital ou em um
papel que só é trocado em locais conveniados.

Proponho que se crie um mecanismo de facilitar que todo produtor
cultual, artistas e até críticos literários tenham como receber desse Vale.

O modelo Vale Cultura é copiado do Vale Refeição e do Vale Transporte,
que só pode ser usado em empresas conveniadas. E para essas empresas
estarem conveniadas precisam ter uma estrutura que é complicada de ser
mantida pelos pequenos produtores. Inclusive os pequenos produtores
independentes, como você.

Por que ao invés de acusar alguém de Stalinista, não lê com mais cuidado
as coisa, não discute as propostas sem agredir nem tachar os outros de
alguma coisa? Não faz perguntas para esclarecer suas dúvidas? Por que ao
invés de trazer todo seu saber acumulado como crítico literário para
citar pesquisa não usa ele para elaborar um proposta que amplie a
possibilidade de financiar a cultura. Ou você é contra e acha que os
recursos devem passar só pela Lei Rouanet? Ou acha que só as empresas
financiadoras do MASS MEDIA são capazes decidir onde colocar o dinheiro
do Estado, do trabalhador?

Mais, como crítico literário deveria saber que tem muito livro sendo
vendido em livrarias cuja produção foi financiada pela Lei Rouanet. Essa
venda é com ou sem lucro? Não foi financiada com o dinheiro do
trabalhador? Se a iniciativa privada é tão eficiente, por que ela faz
Lobby para continuar sugando o dinheiro do trabalhador? Por que ela vive
de olho no dinheiro do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador?

E como disse no meu email propositivo, e se você for realmente
informado, verá que aqui em São Paulo, cuja prefeitura é administrada
pelo Kassab, os artistas de ruas estão sendo perseguidos como bandidos,
sendo cerceados de um direito fundamental: A Liberdade. REPITO:
LIBERDADE. Eles não podem mais ganhar a vida deles na rua.

Peço que se quiser fazer propostas faça-as, mas guarde os rótulos para você.

Federico Vázquez

Em 04-01-2011 23:47, Jimmy Avila escreveu:
>
> Frederico
>
> Temos que ter cuidado com a sindrome de REALISMO SOCIALISTA do stalim
> que achava que tinha o direito de
> controlar ate oque os artistas devem fazer!
>
> Ha quem cabe dizer com que as pessoas devem usar o vale cultura?
>
> Que papo é esse de que o cara nao pode assistir um filme comercial ou
> um best-seller ( eu detesto esse tipo de livro) etc?
>
> Varios estudos na Area cultural, desde a decada de 80, mostra como
> MIDIA de MASSA ou Industria Cultural( para usar um termo velho)
> serviram de porta de entrada e fonte de financiamento para produçoes
> de qualidade e de alto valor estetico.
>
> Muitos artistas independentes financiaram suas obras com dinheiro de
> produçoes comerciais de baixa qualidade!
>
> O publico escolhe o que quer ter, a nos cabe oferecer o MELHOR!
>

--
Essa mensagem foi postada no grupo: http://groups.google.com/group/gtculturadigital?hl=pt?hl=pt-BR

Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento

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