Seguidores

Tecnologia do Blogger.
RSS

Re: (UmaNovaCulturaPolitica) Vale Cultura para ser usado na cultura popular! - Re: [gtCD] RE: [PONTOSSP] Discurso de posse da ministra da Cultura, Ana de Hollanda

O lance é, como vai rolar esse vale cultura? 


Se for no esquema cartãozim pra passar na maquininha, a articulação a ser feita é mobilizar os produtores culturais (de pontos de cultura aos vendedores de SELFMADECD de rua) a adquirirem a maquininha. Pronto, tão inclusos os caras.

Outro lance é trabalhar economia da cultura com os pontos, com lan houses e tudo mais, ajudar a regular a lei no que pode e no que não pode ser pago com o vale e depois ajudar a estruturar para que os pontos possam, no melhor estilo agricultura familiar, 'fornecer' a cultura para o 'mercado' que vai se criar.


beijos amenos

2011/1/5 Federico Vazquez <fred@linguagemdigital.net>
Senhor Jimmy Avila,

primeiramente escreva certo meu nome: FEDERICO.

Segundo, não me rotule de nada, pois aqui estamos debatendo a construção de políticas públicas. Não estamos nem rotulando ninguém nem querendo ficar sentados esperando ver o que ELES fazem para depois correr atrás. Política é isso. Proposição e discussão de idéias. Mas se você quier colocar rótulos, vá trabahar em uma empresa de embalagens.

Agora vamos a discussão:

Não vejo nada de stalinismo em minha proposição, pois não defendo que se tire a possibilidade do trabalhador registrado, com carteira de trabalho, em uma empresa que tenha a possibilidade de se conveniar e dar o benefício do Vale Cultura para ser gasto, nas empresas conveniadas para receber o pagamento com esse Vale, consuma o que ele quiser.

Muito diferente do que você diz: "Que papo é esse de que o cara nao pode assistir um filme comercial ou um best-seller ( eu detesto esse tipo de livro) etc? ", acusando-me de censor, o que estou propondo estimado Jimmy, se você ler com mais cuidado, é que se ampliem as possibilidades de uso desses Vale Cultura para outras esferas da produção cultural, inclusive para Pontos de Cultura. Até com um cantor de Rua, que vende seu SELF-MADE CD, se o trabalhador beneficiado assim quiser. Não falei de impedir ninguém de ler ou assitir nada. Isso quem o diz é você quando diz que a Mídia de Massa salvou o munod das artes.

Inclsuive é você que defende o contrário quando diz que o Estado não tem que fazer quase nada, deve deixar tudo nas mãos do Deus Mercado, lembrando a troca de mansagens sobre Banda Larga nas mãos das operadoras, onde para você banda larga só é eficiente nas mãos da inicitaiva privada.

Muito me estranha uma pessoa com seu pensamento participar de programas como Cultura Viva, donde o Estado decide para quem transferir o recurso e que se propoõe a ampliar o acesso à mecanismo de produção e fomento, venha com essa ladainha de stalinismo e de defesa da iniciativa privada. Não pelo seu acesso, mas imagino que você terá se remoido durante dias ao ter que se submeter a tamanha humilhação, uma vez que precisou desse dinheiro para fazer parte de sua produção. Não dava para viver sem o dinehiro e o programa do Estado de valorização da cultura popular?

Afinal se o Estado e a iniciativa Cultura Viva não fosse tão boa, você não daria tanto destaque à sua participação no Ponto de Cultura Laboratorio de Poeticas - http://estantedojimmy.blogspot.com/. Obs: você grifa sua participação em um programa Estatal de fomento da liberdade cultural.

Pois eu meu caro, ao contrário do que você me acusa, nada falei ou escrevi de determinar o que o trabalhador quer consumir ou não. Isso é problema dele.

O que eu coloquei, já apontado acima, MAS REPITO AQUI PARA QUE LHE FIQUE BEM CLARO, pois para cŕitico literário você é bem fraquinho de interpretação de texto - talvez por que você usa a mesma interpretação para tudo o que lê, é que o projeto seja ampliado para circular como uma moeda mais ampla e realmente financiadora direta da cultura. Que seja uma possibilidade de saída sustentável para os Pontos de Cultura e toda a rede de artistas e produtores que cirulam pelo programa. Programa este que financiam parte da produção e vida cultural de pessoas como você e muitos outros que o Gui Mallon acusa de ficarem mamando nos editais do governo. Afinal vocês estão aqui pois também tiveram algum tipo de contato com os editais - segundo definição do GUI.

Estou propondo que o Vale Cultura tenha a caratcterística de desembolso como o Bolsa Família. Que o beneficiado use onde quer, independente se o artista, artesão ou produtor cultural tem uma máquina de leitura dos cartões do Vale ou Não. Pois se você trabalhou em iniciativa privada como tanto defende, terá visto que os vales (transporte, refeição, cesta básica, saúde, etc) só são passados em mídias cartão digital ou em um papel que só é trocado em locais conveniados.

Proponho que se crie um mecanismo de facilitar que todo produtor cultual, artistas e até críticos literários tenham como receber desse Vale.

O modelo Vale Cultura é copiado do Vale Refeição e do Vale Transporte, que só pode ser usado em empresas conveniadas. E para essas empresas estarem conveniadas precisam ter uma estrutura que é complicada de ser mantida pelos pequenos produtores. Inclusive os pequenos produtores independentes, como você.

Por que ao invés de acusar alguém de Stalinista, não lê com mais cuidado as coisa, não discute as propostas sem agredir nem tachar os outros de alguma coisa? Não faz perguntas para esclarecer suas dúvidas? Por que ao invés de trazer todo seu saber acumulado como crítico literário para citar pesquisa não usa ele para elaborar um proposta que amplie a possibilidade de financiar a cultura. Ou você é contra e acha que os recursos devem passar só pela Lei Rouanet? Ou acha que só as empresas financiadoras do MASS MEDIA são capazes decidir onde colocar o dinheiro do Estado, do trabalhador?

Mais, como crítico literário deveria saber que tem muito livro sendo vendido em livrarias cuja produção foi financiada pela Lei Rouanet. Essa venda é com ou sem lucro? Não foi financiada com o dinheiro do trabalhador? Se a iniciativa privada é tão eficiente, por que ela faz Lobby para continuar sugando o dinheiro do trabalhador? Por que ela vive de olho no dinheiro do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador?

E como disse no meu email propositivo, e se você for realmente informado, verá que aqui em São Paulo, cuja prefeitura é administrada pelo Kassab, os artistas de ruas estão sendo perseguidos como bandidos, sendo cerceados de um direito fundamental: A Liberdade. REPITO: LIBERDADE. Eles não podem mais ganhar a vida deles na rua.

Peço que se quiser fazer propostas faça-as, mas guarde os rótulos para você.

Federico Vázquez

Em 04-01-2011 23:47, Jimmy Avila escreveu:


Frederico

Temos que ter cuidado com a sindrome de REALISMO SOCIALISTA  do stalim
que achava que tinha o direito de
controlar ate oque os artistas devem fazer!

 Ha quem cabe dizer com que as pessoas devem usar o vale cultura?

 Que papo é esse de que o cara nao pode assistir um filme comercial ou
um best-seller ( eu detesto esse tipo de livro) etc?

 Varios estudos na Area cultural, desde a decada de 80, mostra como
MIDIA de MASSA ou Industria Cultural( para usar um termo velho)
serviram de porta de entrada e fonte de financiamento para produçoes
de qualidade e de alto valor estetico.

Muitos artistas independentes financiaram suas obras com dinheiro de
produçoes comerciais de baixa qualidade!

O publico escolhe o que quer ter, a nos cabe oferecer o MELHOR!


--
Essa mensagem foi postada no grupo: http://groups.google.com/group/gtculturadigital?hl=pt?hl=pt-BR

Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento



--
Uirá Porã
(+55 85) 9675 5353 [TIM] / 8693 3451 [Oi] <

~ "chora cavaco" :Dpadua ~

--
Essa mensagem foi postada no grupo: http://groups.google.com/group/gtculturadigital?hl=pt?hl=pt-BR
 
Esse grupo está ligado ao Movimento Cultura Digital:
http://culturadigital.br/movimento

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

0 comentários:

Postar um comentário